Cientistas e ativistas apontam caminhos possíveis para conter o aquecimento global
Levantamento com 33 especialistas da ciência e do ativismo climático indica que ainda é possível evitar os cenários mais extremos, desde que governos e empresas acelerem ações imediatas e coordenadas.
Os entrevistados afirmam que a janela de oportunidade permanece aberta, mas encolhe a cada ano. Reduzir emissões até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2050 são metas essenciais para estabilizar o clima. A transição energética rápida, com abandono progressivo dos combustíveis fósseis, aparece como a prioridade mais urgente.
Outro ponto destacado é o impacto direto do desmatamento no aumento das temperaturas. Preservar florestas tropicais e recuperar áreas degradadas é uma estratégia com efeito quase imediato. Especialistas defendem políticas robustas de conservação, financiamento climático e monitoramento constante.
Eles também reforçam a necessidade de adaptação, sobretudo em países vulneráveis. Medidas em cidades, como infraestrutura resiliente, alerta precoce e manejo hídrico eficiente, podem reduzir perdas humanas e econômicas. Mesmo com riscos já contratados, afirmam que evitar o pior ainda depende de escolhas feitas agora.